A morte é vida!

Morte

A morte não é nenhuma senhora.Também não é nenhuma entidade que nos queira mal. É apenas, um outro estado do ser humano.Só que diferente e jamais, creio, testemunhado, apenas intuído.

Ora imagine-se uma casa alimentada por duas garrafas de gás que são controladas por sua vez por um dispositivo mecãnico ou electrónico. Quando uma das garrafas fica vazia aquele dispositivo imediata, automatica e simultãneamente muda o débito do gás para a outra que está cheia, mantendo a casa sempre operacional.

Analogicamente tomemos a casa como o ser humano, sendo as garrafas respectivamente, a sua morte e a sua vida.Quando aquele dispositivo é accionado, sobrevém o estado de morte ou o estado de vida, que se revezam constantemente segundo a teoria kármica.

A morte não é sem a vida e esta não é sem aquela. Qual é o drama? Não é certamente o clique da mudança ( de garrafa), que de tão rápido, mal é, logo não é, pois que começa a ser passado. E começa, isso sim, a contar cronologicamente o estado de morte para que se passou,” evoluindo ou regredindo”.

Então temos que a casa, o ser humano, por inerência própria da sua condição,apresenta-se como estando morto ou vivo. O estado de morto não se pode dissociar do estado de vivo. Este não é sem aquele.E o contrário é verdadeiro.

Então como falar em morte sem falar em vida? É um completo absurdo. Ao falar-se de um estado, fala-se do outro, É-se infantil quando se pretende escamotear. Trata-se da mesma realidade.

O drama é que ao imaginarmos a nossa passagem para o outro lado, e porque virgens da morte, não conseguimos ver para além do nosso corpo em decomposição. O que, diga-se,é assustador. Entramos no reino das trevas, dos diabos, belzebus, lúciferes,chifrudos, cornudos e afins onde os nossos medos encontram terreno fértil para se expandirem e nos obrigaram a cenas tão tristes que metemos dó.

Chegados aqui levanta-se um problema que se encontra no cerne de todas estas questões.

Um problema de monta. O sentido da humana existência

Ora bom! Somos seres vivos com muitos defeitos e poucas qualidades.Mas somos humanos. O que quer dizer, que, para além de termos nascido - por via daquele dispositivo -,estarmos a viver,comer, gozar e sofrer também concebemos, raciocionamos,realizamos, numa palavra, pensamos. E se pensamos,interrogamo-nos?
Mas porquê que é que eu nasci? Para que é que me foi dado nascer? Para sofrer? Mais valia não ter nascido..! Diz muito boa gente. É é aqui que a nossa dignidade, com o orgulho próprio de homem racional, começa a exigir um sentido para a sua vida. E o sentido da nossa existência emerge como o maior problema do homem moderno.

Com efeito, porque é que nascemos. E para quê?

E os filósofos mais esclarecidos dão tratos de polé ao cérebro, rivalizando com os teólogos ao serviço das várias ” fés” em presença no teatro das operações.

Desde a suprema ventura, parece que apenas reservada aos santos, de poderem esperar serem autorizados a sentarem-se à direita de um deus pai, até à partilha do mesmo sentido de existência, com os restantes animais, em metamorfoses contínuas, há de tudo, numa miríade de propostas que só pode ilustrar a capacidade de pensar do homem!

É minha opinião,formada depois de muitas leituras, muitas delas diagonais, que aqui, neste particular,há uma proposta, que me parece deter uma maior densidade lógica e que portanto, à falta de melhor argumentação , reputo como a melhor!

Ei-la!

O homem não é um ser acabado, nem fisica nem mentalmente Apresenta, no entanto, fortíssimo potencial, para ser, ele nem sonha o quê.Mantém-se como possibilidade latente para ser mais e mais.
Este mais e mais encontra expressão máxima em DEUS, que é ACTO PURO, é o SER, a PERFEIÇÂO. O homem não passa de potência para o ACTO de.. SER( DEUS). Encontra-se em trânsito permanente, em caminhada sem fim à vista (não é possível ver DEUS). O que faz dele eterno caminhante.

É portanto o homem, apenas possibilidade, mas uma POSSIBILIDADE que lhe dá a supremacia sobre todo o mundo animal.
Encontra-se o homem em ascensão para o SER SUPREMO. Mas esta ascensão tem os seus obstáculos.E é aqui que, com uma lógica inatacável, entra o problema da MORAL.

Com efeito, o homem só ascende, só consegue subir degraus rumo ao SER, à PERFEIÇÂO se fôr capaz de sofrer a limar as arestas que o prendem com os grilhões de toda a maldade de que é capaz enquanto vivente e portador de sentidos.

Daí que, e em jeito de conclusão, eu diga que é perfeitamente estúpido, fazer mal seja a quem for, a pessoas, e a outros seres vivos. Porque aquele que o faz, que prejudica outro, está, inevitavelmente, a atrasar a sua própria ascensão ao SER, e, o que é pior, arrastando consigo o resto da humanidade na sua caminhada pafra a PERFEIÇÃO.

Portanto, caros amigos, não façam mal a nenhum ser vivo. Não prejudiquem ninguém, e então podem ter a certeza que quando vos der o clique, estarão muito mais próximos de uma vida melhor!

E não tenham medo de morrer, porque:

A MORTE É CERTA PARA OS QUE NASCEM E CERTO É O NASCIMENTO PARA OS QUE MORREM- Bagavadguitá

Morri e Agora? A Artista

Morte

Uma artista muito conhecida sofre de uma doença incurável em sua cama no quarto de sua mansão. O tratamento era tão doloroso que suplicava ao médico que o interrompesse. O médico insistia que aquilo era o que a medicina podia oferecer e que o tratamento deveria continuar.

Ela percebe que o médico a deixou de visitar. Será que ele teria realmente se convencido que o tratamento deveria ser interrompido?

Vivia em sua mansão com seu mordomo que era na verdade um apaixonado amigo que tudo fazia para agrada-la. Estranhamente o mordomo não falava mais com ela. Entrava e saia do quarto sem dizer nada. Antes de ficar doente a rica mulher havia perdido um filho tragicamente.

Então passou a ouvir uma voz que dizia: “Pense na sua vida e preste atenção nas mudanças que houve!”. Começou a ouvir vozes sem saber de onde vinha. Achava que era seu pensamento. As vezes ouvia a voz do filho falecido e acreditava que era devido a saudade que sentia.

Começava a se sentir sozinha naquele quarto. Lembrava do tempo de fama, sucesso e com isso dinheiro. Foram maridos, amantes e muitas badalações. Foi em uma relação mais séria que nasceu seu único filho.

Uma o menino retornou mais cedo da escola vindo de carona com os pais de um amigo. Ao invés de tocar a campainha da casa resolveu pular a grade. Caiu e se feriu com uma ponta afiada da grade encravada em seu pescoço morrendo de hemorragia. A mãe então entrou em desespero, em depressão até adoecer.

Um dia o mordomo entrou no quarto e a mulher resolveu conversar com ele. Mas o mordomo não a ouvia. Ela pensa que poderia o ter ofendido.

Então escuta uma voz: “Já viu como é o corpo dele e como é o seu?”.

Ela se assusta com a situação e resolve ligar para o médico ou para o irmão. Se assusta mais ainda ao perceber que não consegue pegar no telefone.

O mordomo pega um retrato da mulher que estava em um móvel do quarto e diz: “Perdoe-me! Não pude impedir que seu irmão, seu herdeiro, vendesse tudo! Amanhã virá o caminhão para retirar os móveis que serão leiloados. Logo novos proprietários estarão aqui.”

A mulher entra em desespero. Como o irmão dela poderia ter vendido tudo se ela ainda se sentia viva?.

A voz novamente diz: “Veja a diferença!”. Ela então olha o mordomo e compara com seu corpo. Percebe que o corpo do mordomo era grosseiro e o dela leve e diferente. Eu irmão entra no quarto e começa a conversar com o mordomo sobre a retirada dos objetos pessoais e dos móveis. Então diz: “Minha irmãzinha morreu! Uma artista como ela, não deveria morrer nunca! Tem pessoas que vieram à Terra para serem eternas.”

A mulher desesperada se pergunta: “Eu morri?”. Não podia ser. Ela se sentia doente e não morta. Estava viva.

Ela então escuta a voz novamente: “Calma! Você nunca pensou nas coisas boas que fez?” A mulher começa a se recordar das coisas boas que fez na vida, da ajuda que deu a pessoas que estavam em sua volta. A voz então pergunta: “O que mais quer neste momento?”. A mulher responde: “Ver meu filho!”.

A mulher sente uma mão pegando na sua. É seu filho. Ele a diz que continuava vivo, que apenas o corpo havia morrido. E que ele estava tentando convence-la aperceber que também não estava mais viva. Então o filho diz: “Venha comigo, aqui é local de moradia pra quem ainda tem corpo carnal, nós que o deixamos, temos outros locais para viver.”

A mulher foi levada para uma colônia onde ficou internada por muito tempo até se recuperar dos reflexos da doença que ainda estavam em seu espírito.

Com o tempo ela compreendeu que morreu sem perceber. Seu corpo foi enterrado com toda pompa de uma artista conhecida mas ela continuava na casa. A voz que ouvia era do filho que a visitava periodicamente tentando a fazer enxergar a realidade.

No final do capítulo existem alguns esclarecimentos.
Da mesma forma que os vivos comentam a morte de alguém conhecido os espíritos também ficam sabendo do fato. O choro e o sofrimento dos fãs normalmente incomoda os famosos que acabam de morrer. As orações destes fãs criam uma barreira que os protege de espíritos trevosos que tentam incomodar a celebridade falecida. O lugar para onde o famoso vai dependerá dos seus atos em vida da mesma forma que qualquer pessoa comum. Você sempre será atraído para o lugar que mais se adapta com sua personalidade e seu estilo de vida para ficar junto de pessoas semelhantes a você. Se vive em meio ao bem certamente irá para um lugar do bem. Se vive em meio ao mal certamente se sentirá mais atraído por locais onde o mal seja praticado.