Morri e Agora? - A Enfermeira

Morte

Sônia estava atrasada para o trabalho. Depois de aprontar seus filhos para a escola chegou no hospital onde trabalhava. Ao atravessar a rua correndo é atropelada por um veículo. Logo os funcionários do hospital a socorreram. Ouvia seus colegas de trabalho dizendo que seu estado era muito grave. Durante o atendimento um dos médicos declara que estava morta.

Sônia entra em desespero, pois se sentia viva. Ouvia tudo que acontecia a sua volta. Suas amigas enfermeiras choravam e lamentavam sua morte. Porem uma voz de alguém que não conseguiu identificar diz que sabe que ela estava viva e que deveria se acalmar.

Ouve a voz dizendo que seria levada para um local mais tranqüilo e que deveria se acalmar. Sônia ainda sem entender nada conclui que seria levada para a U.T.I. Ao mesmo tempo continuava ouvindo choros e lamentações em sua mente.

Dormiu e ao acordar do sono em que se encontrava viu que estava em uma enfermaria, mas que não sabia onde ficava esta enfermaria. Achou estranho o fato de não encontrar os ferimentos que havia no seu corpo depois do atropelamento.

Um médico que nunca viu na vida entra no quarto e questiona se está bem. A esta altura ela acreditava estar saindo de um coma e que estava em outro hospital. Então ela pergunta para o médico:

- Onde estou?
- Você está na outra parte do hospital.
- Que outra parte? – indaga curiosa.
- Na que fica do outro lado – respondeu uma das senhoras que se encontravam no quarto.
- Lado, que lado?
- Do além – diz a senhora baixinho e rapidamente.
- Sônia – falou o senhor médico -, você compreenderá aos poucos.

Sônia fica aborrecida, finge dormir. Quando todos saem do quarto ela escapa. Passa por um corredor e vê uma escada. Logo reconhece o hospital onde trabalhava. Então volta para o quarto achando estranho o fato de nunca ter visto aquela parte do hospital onde trabalhava. Em um segundo momento ela foge do hospital.

Sem saber como ela chega na casa onde morava. Tentava por os objetos no lugar, mas percebeu que não os conseguia mover. Depara-se com seu filho e sua mãe e se surpreende pelo fato deles não a conseguir ver. Ninguém na casa a conseguia ver e ouvir. Sônia acha tudo estranho e acredita que a família estava irritada pelo fato dela ter fugido do hospital.

Isso durou semanas.

Aproveitando que sua mãe iria ao hospital pegar algumas coisas dela, Sônia vai junto. Ao chegar no hospital não encontra mais as escadas por onde havia fugido e perde sua família. Vai até a área de doentes terminais onde trabalhava.

Viu um senhor em estado terminal que já conhecia pelo fato de ser rude e mal educado com os funcionários do hospital que tratavam dele. O senhor tem o estado de saúde agravado e morre na sua frente. Sônia vê dois vultos escuros entrando no quarto. Um deles puxa o senhor da cama com força fazendo com que o senhor se transformasse em duas pessoas. O que ficou na cama estava morto e quieto. O outro parecia desesperado gritando e desaparecendo com o vulto. Pouco tempo depois uma senhora no mesmo local falece orando. Uma luz muito forte a envolve e a divide em duas, uma fica no leito e a outra é levada pela bonita luz.

Sônia assustada com tudo que estava vendo se depara com a mesma mulher que cuidava dela quando estava na enfermaria. Então fica sabendo que na verdade não possui mais seu corpo físico. Mas que continuava viva já que seu espírito não morre. Sônia fica ciente de que estava morta.

Levada novamente para enfermaria fica sabendo que já estava morta a oito meses. Pelo fato de ter dormido muito e ter ficado desorientada perdeu a idéia de tempo. Entendeu como chegou em casa. Foi através da volitação, uma espécie de viagem no espaço/tempo feita pelos espíritos de forma inconsciente ou consciente (quando se estuda para isto). Já o fato de ter conseguido trocar de roupa é explicado pela possibilidade que os espíritos possuem de “plasmar” objetos através de sua força mental.

O senhor que havia morrido e levado pelos vultos negros levou uma vida praticando maldade. Pessoas que sofreram estas maldades e que não o perdoaram o levaram para regiões trevosas com o objetivo de vingar-se dele. Já a senhora foi uma pessoa bondosa fazendo grandes amizades. Estes bons amigos a levaram para regiões melhores onde encontraria outros amigos e parentes para seguir sua vida como espírito.

Existe ainda a situação de morte vivida por Sônia que continuou por muito tempo ligada ao corpo material e por este motivo ouvia as vozes de seus parentes e os reflexos do seu corpo como se ainda estivesse dentro dele. Sônia só foi desligada do corpo 2 horas antes do enterro e precisou passar por um tratamento na enfermaria por todos estes meses. Muitos se recusam a abandonar o corpo e acabam sendo enterrados junto com ele.

Sônia se preocupa pelo fato de seu marido desejar ser cremado no lugar de ser enterrado. Então lhe explicam que nos crematórios existem equipes de espíritos socorristas especializados em realizar o procedimento de desligamento do espírito antes do inicio da cremação. Os bons espíritos são levados para colônias onde irão aprender a viver esta nova vida. Os espíritos imprudentes que não aceitam a morte ou a ajuda ficam a vagar ou retornam para a casa de seus familiares aqui na Terra até que um dia estejam prontos para receber algum tipo de ajuda.

Sônia é transferida para uma colônia no plano espiritual onde aprende a viver e a ser útil nesta nova forma de vida. Tempos depois é convidada a enfermeira socorrista no mesmo hospital que trabalhou quando viva.

E a vida fantasticamente continua.

Lição aprendida:

Não devemos nos iludir. Devemos aceitar o fato de que a morte existe, ocorre com todos, e devemos nos preparar para ela como um novo estágio de nossa vida. Não aceitar a morte pode nos gerar sofrimento desnecessário no primeiros momentos depois do desencarnar.

Resumo do Capítulo 1
Livro: Morri e Agora?
Psicografia: Vera Lúcia Marinzek
Espírito: Antônio Carlos

Morri e Agora? - Arrumando as malas antes da morte

Morte

Neste capítulo do livro é descrita a passagem de Nelson. Uma pessoa comum, casado, com filhos já casados que dedicava parte do seu dia para trabalhos assistenciais junto a um centro espírita. Um dia antes de sua morte, como se estivesse pressentido o que ocorreria teve diversos pensamentos sobre tudo que fez de bom e de ruim durante sua vida. Viu que poderia ter ajudado mais, se dedicado mais, poderia ter sido mais paciente. Passou o dia sentindo dores nas costas.

Durante a madrugada em quanto dormia, sente uma forte dor no peito como se algo estivesse explodindo. Nelson acorda sua esposa que se desespera diante da situação. Um infarto tira a vida de Nelson. Como se tivesse passado apenas alguns segundos Nelson acorda em uma espécie de quarto de hospital. Acha estranho o fato de não existirem aparelhos ligados ao seu corpo ou soro. Fica em dúvida se estava em um hospital do plano físico ou do plano espiritual.

Um amigo entra no quarto e esclarece o ocorrido. Mesmo tendo conhecimento sobre como funcionava o outro lado por ser espírita Nelson fica com medo de sua nova situação e se desespera pois acreditava que poderia ter feito mais coisas boas em sua vida terrena. Seu amigo o consola mostrando tudo de bom que havia feito. Não precisamos fazer grandes obras. Precisamos é fazer milhares de pequenas boas ações. Muitas vezes até uma palavra amiga que para você teve pouco valor foi de grande importância para a pessoa que precisava da palavra. Um simples sorriso muitas vezes é um grande ato de caridade e bondade.

Nelson se surpreende ao saber que já se passava 30 dias de sua morte. Pelo fato de ter sido uma boa pessoa e ter cultivado muitos amigos foi desligado do corpo com facilidade e levado para colônia localizada na mesma região espacial da cidade onde vivia.

Raras são as pessoas que podem realizar a viagem entre a vida terrena e a vida espiritual carregando uma mala cheia de boas ações. Na maioria das vezes acumulamos apenas aquilo que não podemos trazer. Acumulamos aquilo que na verdade nunca foi nosso e que precisa ficar na Terra como o dinheiro, casas, terrenos, automóveis, status, títulos, cargos etc.

Muitos são os que retornam sem nada na bagagem. Sem amigos, sem bons exemplos, sem boas ações, sem boas lembranças, sem novos conhecimentos. E muitos são os que retornam endividados.

Temos que preparar nossa mala de partida hoje.

Pare um minuto para refletir.
O que você poderia colocar em sua mala caso hoje fosse o seu último dia na Terra?

Nunca é tarde para começar.

Resumo do Capítulo 2
Livro: Morri e Agora?
Psicografia: Vera Lúcia Marinzek
Espírito: Antônio Carlos

A morte é vida!

Morte

A morte não é nenhuma senhora.Também não é nenhuma entidade que nos queira mal. É apenas, um outro estado do ser humano.Só que diferente e jamais, creio, testemunhado, apenas intuído.

Ora imagine-se uma casa alimentada por duas garrafas de gás que são controladas por sua vez por um dispositivo mecãnico ou electrónico. Quando uma das garrafas fica vazia aquele dispositivo imediata, automatica e simultãneamente muda o débito do gás para a outra que está cheia, mantendo a casa sempre operacional.

Analogicamente tomemos a casa como o ser humano, sendo as garrafas respectivamente, a sua morte e a sua vida.Quando aquele dispositivo é accionado, sobrevém o estado de morte ou o estado de vida, que se revezam constantemente segundo a teoria kármica.

A morte não é sem a vida e esta não é sem aquela. Qual é o drama? Não é certamente o clique da mudança ( de garrafa), que de tão rápido, mal é, logo não é, pois que começa a ser passado. E começa, isso sim, a contar cronologicamente o estado de morte para que se passou,” evoluindo ou regredindo”.

Então temos que a casa, o ser humano, por inerência própria da sua condição,apresenta-se como estando morto ou vivo. O estado de morto não se pode dissociar do estado de vivo. Este não é sem aquele.E o contrário é verdadeiro.

Então como falar em morte sem falar em vida? É um completo absurdo. Ao falar-se de um estado, fala-se do outro, É-se infantil quando se pretende escamotear. Trata-se da mesma realidade.

O drama é que ao imaginarmos a nossa passagem para o outro lado, e porque virgens da morte, não conseguimos ver para além do nosso corpo em decomposição. O que, diga-se,é assustador. Entramos no reino das trevas, dos diabos, belzebus, lúciferes,chifrudos, cornudos e afins onde os nossos medos encontram terreno fértil para se expandirem e nos obrigaram a cenas tão tristes que metemos dó.

Chegados aqui levanta-se um problema que se encontra no cerne de todas estas questões.

Um problema de monta. O sentido da humana existência

Ora bom! Somos seres vivos com muitos defeitos e poucas qualidades.Mas somos humanos. O que quer dizer, que, para além de termos nascido - por via daquele dispositivo -,estarmos a viver,comer, gozar e sofrer também concebemos, raciocionamos,realizamos, numa palavra, pensamos. E se pensamos,interrogamo-nos?
Mas porquê que é que eu nasci? Para que é que me foi dado nascer? Para sofrer? Mais valia não ter nascido..! Diz muito boa gente. É é aqui que a nossa dignidade, com o orgulho próprio de homem racional, começa a exigir um sentido para a sua vida. E o sentido da nossa existência emerge como o maior problema do homem moderno.

Com efeito, porque é que nascemos. E para quê?

E os filósofos mais esclarecidos dão tratos de polé ao cérebro, rivalizando com os teólogos ao serviço das várias ” fés” em presença no teatro das operações.

Desde a suprema ventura, parece que apenas reservada aos santos, de poderem esperar serem autorizados a sentarem-se à direita de um deus pai, até à partilha do mesmo sentido de existência, com os restantes animais, em metamorfoses contínuas, há de tudo, numa miríade de propostas que só pode ilustrar a capacidade de pensar do homem!

É minha opinião,formada depois de muitas leituras, muitas delas diagonais, que aqui, neste particular,há uma proposta, que me parece deter uma maior densidade lógica e que portanto, à falta de melhor argumentação , reputo como a melhor!

Ei-la!

O homem não é um ser acabado, nem fisica nem mentalmente Apresenta, no entanto, fortíssimo potencial, para ser, ele nem sonha o quê.Mantém-se como possibilidade latente para ser mais e mais.
Este mais e mais encontra expressão máxima em DEUS, que é ACTO PURO, é o SER, a PERFEIÇÂO. O homem não passa de potência para o ACTO de.. SER( DEUS). Encontra-se em trânsito permanente, em caminhada sem fim à vista (não é possível ver DEUS). O que faz dele eterno caminhante.

É portanto o homem, apenas possibilidade, mas uma POSSIBILIDADE que lhe dá a supremacia sobre todo o mundo animal.
Encontra-se o homem em ascensão para o SER SUPREMO. Mas esta ascensão tem os seus obstáculos.E é aqui que, com uma lógica inatacável, entra o problema da MORAL.

Com efeito, o homem só ascende, só consegue subir degraus rumo ao SER, à PERFEIÇÂO se fôr capaz de sofrer a limar as arestas que o prendem com os grilhões de toda a maldade de que é capaz enquanto vivente e portador de sentidos.

Daí que, e em jeito de conclusão, eu diga que é perfeitamente estúpido, fazer mal seja a quem for, a pessoas, e a outros seres vivos. Porque aquele que o faz, que prejudica outro, está, inevitavelmente, a atrasar a sua própria ascensão ao SER, e, o que é pior, arrastando consigo o resto da humanidade na sua caminhada pafra a PERFEIÇÃO.

Portanto, caros amigos, não façam mal a nenhum ser vivo. Não prejudiquem ninguém, e então podem ter a certeza que quando vos der o clique, estarão muito mais próximos de uma vida melhor!

E não tenham medo de morrer, porque:

A MORTE É CERTA PARA OS QUE NASCEM E CERTO É O NASCIMENTO PARA OS QUE MORREM- Bagavadguitá

Inteligência que criou o universo

Deus

Devemos entender Deus como uma inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, todas as leis fisicas, quimicas, biologicas que ainda tentamos entender.

Não existe no universo efeito sem causa. O universo existe, portanto ele tem uma causa. Duvidar da existência de uma INTELIGENCIA CRIADORA seria negar que todo efeito tem uma causa e admitir que o nada pôde fazer alguma coisa.

Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse o produto de um ensinamento, não seria universal. Somente existiria naqueles que tivessem recebido esse ensinamento, como acontece com os conhecimentos científicos. Em todos os povos, em todos os tempos sempre existiu a percepção da existencia de uma inteligencia superior controlando as leis da natureza a qual pertencemos.

Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porque essas propriedades são elas mesmas um efeito que deve ter uma causa.

Alugns acreditam na formação acidental e imprevista da matéria, ou seja, ao acaso. O que é o acaso? Nada.

A harmonia que regula as atividades do universo revela combinações e objetivos determinados e, por isso mesmo, um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso seria um contra-senso, porque o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente não seria mais um acaso.

Julga-se o poder de uma inteligência por suas obras. Como nenhum ser humano pode criar o que a natureza produz, a causa primária é, portanto, uma inteligência superior à humanidade.

Quaisquer que sejam os prodígios realizados pela inteligência humana, essa inteligência tem ela mesma uma causa e, quanto mais grandioso foro que ela realize, maior deve ser a causa primária.

É essa inteligência superior que é a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome que o homem lhe queira dar.

Morri e Agora? A Artista

Morte

Uma artista muito conhecida sofre de uma doença incurável em sua cama no quarto de sua mansão. O tratamento era tão doloroso que suplicava ao médico que o interrompesse. O médico insistia que aquilo era o que a medicina podia oferecer e que o tratamento deveria continuar.

Ela percebe que o médico a deixou de visitar. Será que ele teria realmente se convencido que o tratamento deveria ser interrompido?

Vivia em sua mansão com seu mordomo que era na verdade um apaixonado amigo que tudo fazia para agrada-la. Estranhamente o mordomo não falava mais com ela. Entrava e saia do quarto sem dizer nada. Antes de ficar doente a rica mulher havia perdido um filho tragicamente.

Então passou a ouvir uma voz que dizia: “Pense na sua vida e preste atenção nas mudanças que houve!”. Começou a ouvir vozes sem saber de onde vinha. Achava que era seu pensamento. As vezes ouvia a voz do filho falecido e acreditava que era devido a saudade que sentia.

Começava a se sentir sozinha naquele quarto. Lembrava do tempo de fama, sucesso e com isso dinheiro. Foram maridos, amantes e muitas badalações. Foi em uma relação mais séria que nasceu seu único filho.

Uma o menino retornou mais cedo da escola vindo de carona com os pais de um amigo. Ao invés de tocar a campainha da casa resolveu pular a grade. Caiu e se feriu com uma ponta afiada da grade encravada em seu pescoço morrendo de hemorragia. A mãe então entrou em desespero, em depressão até adoecer.

Um dia o mordomo entrou no quarto e a mulher resolveu conversar com ele. Mas o mordomo não a ouvia. Ela pensa que poderia o ter ofendido.

Então escuta uma voz: “Já viu como é o corpo dele e como é o seu?”.

Ela se assusta com a situação e resolve ligar para o médico ou para o irmão. Se assusta mais ainda ao perceber que não consegue pegar no telefone.

O mordomo pega um retrato da mulher que estava em um móvel do quarto e diz: “Perdoe-me! Não pude impedir que seu irmão, seu herdeiro, vendesse tudo! Amanhã virá o caminhão para retirar os móveis que serão leiloados. Logo novos proprietários estarão aqui.”

A mulher entra em desespero. Como o irmão dela poderia ter vendido tudo se ela ainda se sentia viva?.

A voz novamente diz: “Veja a diferença!”. Ela então olha o mordomo e compara com seu corpo. Percebe que o corpo do mordomo era grosseiro e o dela leve e diferente. Eu irmão entra no quarto e começa a conversar com o mordomo sobre a retirada dos objetos pessoais e dos móveis. Então diz: “Minha irmãzinha morreu! Uma artista como ela, não deveria morrer nunca! Tem pessoas que vieram à Terra para serem eternas.”

A mulher desesperada se pergunta: “Eu morri?”. Não podia ser. Ela se sentia doente e não morta. Estava viva.

Ela então escuta a voz novamente: “Calma! Você nunca pensou nas coisas boas que fez?” A mulher começa a se recordar das coisas boas que fez na vida, da ajuda que deu a pessoas que estavam em sua volta. A voz então pergunta: “O que mais quer neste momento?”. A mulher responde: “Ver meu filho!”.

A mulher sente uma mão pegando na sua. É seu filho. Ele a diz que continuava vivo, que apenas o corpo havia morrido. E que ele estava tentando convence-la aperceber que também não estava mais viva. Então o filho diz: “Venha comigo, aqui é local de moradia pra quem ainda tem corpo carnal, nós que o deixamos, temos outros locais para viver.”

A mulher foi levada para uma colônia onde ficou internada por muito tempo até se recuperar dos reflexos da doença que ainda estavam em seu espírito.

Com o tempo ela compreendeu que morreu sem perceber. Seu corpo foi enterrado com toda pompa de uma artista conhecida mas ela continuava na casa. A voz que ouvia era do filho que a visitava periodicamente tentando a fazer enxergar a realidade.

No final do capítulo existem alguns esclarecimentos.
Da mesma forma que os vivos comentam a morte de alguém conhecido os espíritos também ficam sabendo do fato. O choro e o sofrimento dos fãs normalmente incomoda os famosos que acabam de morrer. As orações destes fãs criam uma barreira que os protege de espíritos trevosos que tentam incomodar a celebridade falecida. O lugar para onde o famoso vai dependerá dos seus atos em vida da mesma forma que qualquer pessoa comum. Você sempre será atraído para o lugar que mais se adapta com sua personalidade e seu estilo de vida para ficar junto de pessoas semelhantes a você. Se vive em meio ao bem certamente irá para um lugar do bem. Se vive em meio ao mal certamente se sentirá mais atraído por locais onde o mal seja praticado.

Frases de Cristo

Cristo

“Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos.”

“Caso teu irmão peque contra ti sete vezes por dia e sete vezes retorne, dizendo ‘Estou arrependido’, tu o perdoarás.” (Clique em Ler Mais logo abaixo para ver dezenas de frases de cristo.)

“Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu?”

“Àquele a quem muito se deu, muito será pedido, e a quem muito se houver confiado, mais será reclamado.”

“Amai vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Será grande a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo.”

“A quem te ferir numa face, oferece a outra; a quem te arrebatar o manto, não recuses a túnica.”

“Bendizei os que vos amaldiçoam, orai por aqueles que vos difamam.”

“Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado.”

“Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles.”

“Àquele que quer pleitear contigo, para tomar-te a túnica, deixa-lhe também o manto; e se alguém te obriga a andar uma milha, caminha com ele duas. Dá ao que te pede e não voltes as costas ao que te pede emprestado.”

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos.”

“É de dentro do coração dos homens que saem as intenções malignas.”

“A boca fala daquilo de que o coração está cheio. O homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas, mas o homem mau, do seu mau tesouro tira coisas más.”

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

“Cuidado para que vossos corações não fiquem pesados pela devassidão, pela embriaguez, pelas preocupações da vida.”

“Tudo é possível àquele que crê.”

“Todos os que pegam a espada pela espada perecerão.”

“Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal.”

“Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma.”

“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e arruinar sua própria vida?”

“Se um cego conduz outro cego, ambos acabarão caindo num buraco.”

“Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Se, portanto, eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais.”

“Sabeis que os governadores das nações as dominam e os grandes as tiranizam. Entre vós não deverá ser assim. Ao contrário, aquele que quiser tornar-se grande entre vós seja aquele que serve.”

“Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.”

“Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, pois Deus faz nascer o seu sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos.”

“Não jureis em hipótese alguma. Seja o vosso ’sim’, sim, e o vosso ‘não’, não.”

“Quem faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que suas obras não sejam demonstradas como culpáveis. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras são feitas em Deus.”

“É pelo fruto que se conhece a árvore.”

“Deixai as crianças e não as impeçais de vir a mim, pois delas é o Reino dos Céus.”

“Ao homem pode ser impossível, mas a Deus tudo é possível.”

“Os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.”

“Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde está vosso tesouro aí estará também vosso coração.”
“Precavei-vos cuidadosamente de qualquer cupidez, pois, mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada por seus bens.”

“Trabalhai, não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna.”

“Não vos preocupeis com a vossa vida quanto ao que haveis de comer, nem com o vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa? Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, vosso Pai celeste as alimenta. Ora, não valeis vós mais do que elas?”

Desarmamento

Vida

“A arma é o instrumento da covardia

Quem a tem pretende usa-la. E quando alguém se arma, naturalmente pretende executar algum crime.

A arma do individuo: É o seu valor moral, é o seu valor ético.

Muitos indivíduos que talvez tivessem desarmado não pereceriam diante dos bandidos que estão preparados para matar.

É de lamentar que cheguemos ao momento de guardar o nosso patrimônio sob armas,mas isso demonstra o quanto estamos desequipados dos valores éticos!

Diante de uma situação calamitosa dizia Gandhi: _ É melhor ser vítima do que algoz.

Jesus deu-nos o exemplo, guardar uma arma é prepara-se para destruir uma vida.

Quando nós não temos qualquer arma e o bandido sabe que não a temos, não tem porque então nos destruir a vida, por que não tem nenhum objeto de temor e normalmente o bandido atira antes porque tem medo que nós atiremos neles.

É a covardia que deflagra o primeiro tiro.

Quando nós podemos parlamentar.

Quando nós podemos ter uma atitude de paciência, de resignação, de humildade nós superamos a situação catastrófica.

Guardar arma é preparar-se para matar ou para ser assassinado.”

Divaldo Pereira Franco

O mal existe?

Vida

Deus fez tudo o que existe?
“Sim, fez!” Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe.
E, considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, e somos a imagem e semelhança de Deus, então Deus é o mal.

O frio existe?” Na verdade, o frio não existe.
Segundo as leis da física, o que consideramos frio é, na realidade, ausência de calor.
Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.

E a escuridão, existe?
“É claro que sim.”
A escuridão tampouco existe. A escuridão é, na verdade, a ausência da luz.
Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda.
A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.
Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço?
Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.”

O mal existe?”
“Claro que existe.
Vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
O mal não existe, ou, pelo menos, não existe por si só.
O mal é simplesmente a ausência do bem.
O mal, como acontece com o frio e o calor, é um termo que o homem criou para descrever essa ausência do bem.

Assim sendo, Deus não criou o mal. Deus criou o amor, a fé, que existem como existe a luz e o calor.
Já o mal é resultado da falta de Deus nos corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz. - Momento Espírita

Coerência

Vida

Quem se diz monoteísta, por definição deve acreditar que o “Deus dos outros” é o mesmo que o seu; pelo menos!

E quem busca compartilhar, aceitando diferenças e aproveitando a diversidade cultural para aprender mais, deve levar em conta os pontos de interseção, comuns a todos os sistemas, religiosos, filosóficos e sociais, baseados em respeito e que visam a uma convivência e interação pacífica e vantajosa para todos, expressos em uma lei magna, encontrada igualmente em todas estas vertentes, e que tratam da vida presente:

“Faz ao outro o que desejas que façam a ti mesmo.”

Isto posto, as diferenças entre os sistemas falam basicamente de antes da vida e de depois da morte, o que sempre se constituirá em mistério não alcançável pelo homem, à não ser pela fé, mas afinal: mil monges, mil religiões.

Vivamos em comunhão na diversidade!

Reflexão sobre o respeito

Buda

Aconteceu: Buda estava sentado embaixo de uma árvore falando aos seus discípulos. Um homem se aproximou e deu-lhe um tapa no rosto. Buda esfregou o local e perguntou ao homem…

- E agora? O que vai querer dizer?

O homem ficou um tanto confuso porque ele próprio não esperava que, depois de dar um tapa no rosto de alguém, essa pessoa perguntasse: “E agora?” Ele não passara por essa experiência antes. Ele insultava as pessoas e elas ficavam com raiva e reagiam. Ou, se fossem covardes, sorriam, tentando suborná-lo. Mas Buda não era nem uma coisa nem outra; ele não ficara com raiva nem ofendido, nem tampouco fora covarde. Apenas fora sincero e perguntara: “E agora?” Não houve reação da sua parte.

Os discípulos de Buda ficaram com raiva, reagiram. O discípulo mais próximo, Ananda, disse:
- Isso foi demais: não podemos tolerar. Buda, guarde os seus ensinamentos para o senhor e nós vamos mostrar a este homem que ele não pode fazer o que fez. Ele tem de ser punido por isso. Ou então todo mundo vai começar a fazer dessas coisas.
- Fique quieto – interveio Buda – Ele não me ofendeu, mas VOCÊ está me ofendendo. Ele é novo, um estranho. E pode ter ouvido alguma coisa sobre mim de alguém, pode ter formado uma idéia, uma noção a meu respeito. Ele não bateu em mim; ele bateu nessa noção, nessa idéia a meu respeito; porque ele não me conhece, como ele pode me ofender? As pessoas devem ter falado alguma coisa a meu respeito, que “aquele homem é um ateu, um homem perigoso, que tira as pessoas do bom caminho, um revolucionário, um corruptor”. Ele deve ter ouvido algo sobre mim e formou um conceito, uma idéia. Ele bateu nessa idéia.
“Se vocês refletirem profundamente”, continuou Buda, “ele bateu na própria mente. Eu não faço parte dela, e vejo que este pobre homem tem alguma coisa a dizer, porque essa é uma maneira de dizer alguma coisa: ofender é uma maneira de dizer alguma coisa. Há momentos em que você sente que a linguagem é insuficiente: no amor profundo, na raiva extrema, no ódio, na oração.

Há momentos de grande intensidade em que a linguagem pe impotente; então você precisa fazer alguma coisa. Quando vocês estão apaixonados e beijam ou abraçam a pessoa amada, o que estão fazendo? Estão dizendo algo. Quando vocês estão com raiva, uma raiva intensa, vocês batem na pessoa, cospem nela, estão dizendo algo. Eu entendo esse homem. Ele deve ter mais alguma coisa a dizer; por isso pergunto: “E agora?”
O homem ficou ainda mais confuso! E buda disse aos seus discípulos:
- Estou mais ofendido com vocês porque vocês me conhecem, viveram anos comigo e ainda reagem.
Atordoado, confuso, o homem voltou para casa. Naquela noite não conseguiu dormir. (…)
Na manhã seguinte, o homem voltou lá e atirou-se aos pés de Buda. De novo, Buda lhe perguntou:
- E agora? Esse seu gesto também é uma maneira de dizer alguma coisa que não pode ser dita com a linguagem. (…) – Voltando-se para os discípulos, Buda chamou: - Olhe, Ananda, este homem aqui de novo. Ele está dizendo alguma coisa. Este homem é uma pessoa de emoções profundas.
O homem olhou para Buda e disse?
- Perdoe-me pelo que fiz ontem.
- Perdoar? – exclamou Buda. – Mas eu não sou o mesmo homem a quem você fez aquilo. O Ganges continua correndo, nunca é o mesmo Ganges de novo. Todo homem é um rio. O homem em quem você bateu não está mais aqui: eu apenas me pareço com ele, mas não sou mais o mesmo; aconteceu muita coisa nestas vinte e quatro horas! O rio correu bastante. Portanto, não posso perdoar você porque não tenho rancor contra você.
“E você também é outro”, continuou Buda. “Posso ver que você não é o mesmo homem que veio aqui ontem, porque aquele homem estava com raiva; ele estava indignado” Ele me bateu e você está inclinado aos meus pés, tocando os meus pés; como pode ser o mesmo homem? Você não é o mesmo homem; portanto, vamos esquecer tudo. Essas duas pessoas: o homem que bateu e o homem em quem ele bateu não estão mais aqui. Venha cá. Vamos conversar.”